terça-feira, novembro 30, 2004

Obrigada, Senhor Presidente!

O povo começava a pensar que o senhor não existia. ..O povo tem destas coisas, compreenda, quando a seca se arrasta e não há modo de chover. A populaça duvida da existência de Deus.
Já fazia tempo que a legolândia se tinha instalado neste pedaço retalhado de terras.
Até a legolândia tem os seus direitos, conviemos contrafeitos, tratando-se de um Estado de Direito.
Compreendemos isso, senhor presidente.
Apesar de ninguém poder garantir que não há compreensões difíceis de digerir.
Mas, enfim, democratie oblige, e assim fomos sobrevivendo, na certeza de que, aos primeiros ventos, com o chegar das primeiras chuvadas e de um frio efectivo, permanente e rijo , as peçazitas haveriam de dar de si, a casinha haveria de cair e o senhor presidente faria o que tinha a fazer.
Afinal foi bem mais simples: os rapazes brincaram até se cansarem uns dos outros.Depois zangaram-se, é claro. Os rapazes são mesmo assim...até se fazerem homens, todos sabemos que eles não são capazes de responder pelo Estado...das coisas.
Ainda bem: com eles a atirarem-se as peças da legolândia poupou-se, em muito, o trabalho do senhor presidente e mais uma tarefa a esse grande general....o Inverno mal chegou, e eles já estão ao relento!
Mesmo assim, obrigada Senhor Presidente!

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